O dilúvio do pensar na sociedade
Falar da filosofia, a arte de pensar na sociedade é fácil, quando se inicia o pensamento filosófico fica a pergunta, pois se filosofar é a arte de pensar, começa quando o ser pensante (O pensador), começa a se questionar o porque das coisas, de onde viemos e para onde vamos, quando podemos determinar algo tão preciso nem, voltando no tempo conseguiríamos determinar este fato, só fazendo uma reconstituição atômica de toda a historia o que e impossível conseguiríamos.
A arte do pensar hoje não sabe se ela é mais usada pelo medo de falar, por causa, das regras e leis vigentes da sociedade ou não pensamos por que precisamos para o nosso cotidiano está sempre às mãos e de fácil entendimento, existe ai um verdadeiro dilema.
Quando se inicia a filosofia na Grécia, vejo que foi pelo fato de responder as perguntas, ou pelo menos passar as mesmas de uma geração para outra para um dia acharmos a resposta, coisa que ate hoje procuramos mas, não encontramos, e nessa busca incessante várias barreiras existem, pois creio que a verdade já foi dita e provada, mas a mesma não foi exposta, pois nossa sociedade não está preparada para ouvir isto, está mudando, um dia quando essa verdade vier a tona o mundo não será o mesmo e as interrogações existentes não terão mais valor. Não sabemos qual a verdade ou quais as verdades, porém existe milhões de pessoas com mentes bem evoluídas, abertas e preparadas para ouvir seja lá qual for.
Então podemos dizer que o diálogo das necessidades não é moderno e sim muito antigo pois o homem começa a falar por necessidade de comunicação, o homem começa a pensar por necessidade de respostas, mas tudo fazemos pensando no futuro (pois fazemos algo no agora que terá resultados no futuro seja ele promissor ou não), existiram conversas onde não se chega a lugar algum? Sim. De modo que nas mesmas não existe a criação e sim o simples ato da comunicação. E dentro desse contexto onde entra a história? Na precisão de passar algo adiante, pois sabemos que toda história é conceito de origem, ou seja quando muda-se uma historia já existente, cria-se outra que deve ser preservada da mesma forma pois essa segunda mostra outra visão da mesma.
A filosofia aparenta ser uma ciência teórica, o amor a sabedoria todos temos, mas não cultivamos como ciência, pois no íntimo de todos o eu existe, contudo a máscara da sociedade cobre toda essa beleza e não critico uma determinada cultura mas sim todas elas por exemplo, quando um filho rico para de estudar, pois ele já tem um status e seu futuro já esta garantido, ou um garoto pobre sem acesso aos estudos, ambos não adquirem o saber ou pelo menos não buscam, mas eles não são responsáveis e sim a sociedade o meio em que eles vivem, pois os valores culturais e seus status são impostos pelos homens como também o valor dado aos bens materiais. Difícil seria o entendimento de uma cultura assim mas o homem já enfrentou essa cultura e poderia se adequar perfeitamente a ela.
O saber socrático nos leva a esse amor, quando Sócrates fala “Só sei que nada sei” reconhecendo assim, não ser o mais sábio e sim o que tem sede de saber, tendo conhecimento do fato procurando o nosso filósofo dentro de si mesmo é difícil de encontrar mais quando lá no fundo você ler algum conteúdo e tenta debater, corrigir, redigir e melhorar vendo isto com olhos amigos, verdadeiros e humildes, somos assim filósofos.
A retórica aristotélica herdada da socrática visa, fazer com que o emissor passe para o receptor algo que se faça parecer correto, desenvolvendo assim seu próprio raciocínio.
Colocando a lei da não contradição, saímos do belo para o raciocínio lógico, quebrando tabus e desenvolvendo conhecimentos específicos, áreas de estudos pré-determinadas, como Descartes já dissera em sua teoria, porque perdemos a beleza de pensar por que começamos a seguir regras, isso seria um presságio do que estaria por vir. O raciocínio que é como trilhos de trem não podendo ser descaracterizado, sendo assim mais difícil de criar outros caminhos verdadeiros, o que não é impossível, sem falar em averiguar se esses caminhos são verdadeiros ou não, só podemos criar no raciocínio um trilho diferente se tivermos certeza do que estamos fazendo e aprovando assim a não contradição, mas não seria a parte lógica da filosofia de todo ruim, pois por mais tacanho que parece ser esses trilhos um deles dentre outros seguem para o bem estar, seja ele coletivo ou não, um bem estar que está muito longe mais que está presente.
Pólis grega ou cidade da Grécia, um local que podemos comparar com nosso meio, a busca cotidiana para a democracia já existia naquela localidade e época, hoje somos simples coadjuvantes na busca incessante pela mesma. Estamos confortáveis com o que nos é imposto, seja de determinações absolutistas em um poder democrático onde só conseguimos a total e inteira democracia quando tivermos toda liberdade possível, a qual termina onde começa a do próximo, com essa visão de mundo poderíamos dizer que não precisaríamos de políticos, não precisaríamos de propriedades e inúmeras coisas impostas pelo status social e burocracia vivida hoje, seríamos livres e andaríamos pelados, voltaríamos a galgar os mesmos passos de mundo que já existe recomeçando e voltando as cavernas.
O homem sempre foi o que é. O homem não evoluiu em pouco tempo, ele mudou a forma de ver o mundo, antigamente víamos átomos a olho nú agrupados em células e estas em meios vivos, hoje vemos através de microscópio sendo possível observá-los e dar uma nomenclatura a eles, os que viveram nas cavernas tinham amor ao prazer da carne e hoje nos fazemos amor, isto tudo seria engraçado se não fosse trágico.
O Mundo poderá tomar outro rumo político a não ser a total visão de como as coisas são? Todos contra um e um deus para todos.

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